Boas, finalmente tive tempo de ler mais a fundo as propostas actuais.
Como já tinha dito antes o texto em geral parece-me bem, mas concordo com o FV de as repetições tornam um texto cansativo e confuso.
Daí que fiz o exercício que junto em anexo, e que mantém a versão actual como “Uma visão mais aprofundada” do panorama no manifesto, mas que acrescenta ao inicio os dois lados desta “guerra” pelos direitos liberdades e garantias usando a estrutura jornalística do “quem, o quê, quando, onde, porquê e como”.
Deste modo é introduzido o panorama de uma maneira muito expedita, solta e pouco maçuda, mas bastante clara nos seus pontos principais.
Acho que deste modo se apela com certeza à leitura mais aprofundada e consciente do resto, nitidamente mais compacto e maçudo.
Mesmo quem não se der ao trabalho de ler o resto fica com a ideia geral e pode logo ali decidir da sua simpatia ou não com o nosso movimento.
Gostava da vossa opinião sobre esta entrada mais “in-your-face”, e eventuais sugestões ao conteúdo dos pontos da estrutura jornalística.
Quanto ao resto do texto só tenho uns senãos num parágrafo que lá vêm.
“...se criem leis que incentivem a criação de obras intelectuais e que as mesmas sejam disponibilizadas livremente e gratuitamente sem quais queres restrições...”
Sem se expor também uma resposta à eventual pergunta “Então e como é que os artistas que criam essas obras são pagos?”, pode dar azo a uma má interpretação e podem acusar-nos de sugerir que se quer que os artistas trabalhem de graça, o que não é verdade.
Proponho que se altere de “sejam” para “possam ser”, assim as obras intelectuais originais podem ser partilhadas gratuitamente, mas continuam a poder ser vendidas pelo autor.
Ainda no mesmo parágrafo o “...exige que o Código dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos seja imediatamente revogado...” soa um bocado a Manuela Ferreira Leite e o seu “rasgar”. E como depois de o revogar tinha de se fazer algo, que provavelmente teria o mesmo nome, apesar do seu conteúdo ser bastante diferente, talvez o melhor termo seja “reformulado”.
Assim o parágrafo ficaria algo do estilo:
“O Partido Pirata Português exige que o Código dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos seja imediatamente reformulado e que se criem leis que incentivem a criação de obras intelectuais e que as mesmas possam ser disponibilizadas livremente e gratuitamente sem quais queres restrições para que o direito fundamental do acesso livre acesso à cultura, educação e informação jamais seja restringido.”
O que acham?
Por ultimo acho que esta versão assim como está já tem substancia para ser chamada como a versão 1.0 do nosso manifesto e possa começar a ser usada, não invalidando obviamente melhoramentos futuros, afinal não é à toa que o Partido Pirata Sueco vai na
versão 3.2 da sua Declaração de Princípios. (não esquecer que um
Manifesto é uma declaração de princípios pública). É que se continuamos eternamente à espera que todos se pronunciem nunca mais temos isto acabado.
Quem me dizem? Temos 1.0? Ou pelo menos 0.99 até “malharem” nas minhas propostas?